quinta-feira, 16 de março de 2017

A INDECISÃO NO AMOR

Desde que te conheci nada em mim ou talvez em nós foi assim como um encontro natural. Foi mais que uma troca de olhares ocasional, mais que uma simples, interessante e oportuna conversa formal. Era para ser apenas mais um breve encontro tramado pelo acaso. Acabávamos de nos conhecer por um amigo em comum apresentados. Era eu apenas um cara comum tão normal e você a linda garota que  com muita freqüência em meu pensamento passeava. Quando meus olhos a encontravam,  faziam meu coração bater mais forte e o tempo à minha frente parava. Quando pela primeira vez a vi, senti como se afiada seta lançada por cupido me usasse como se fora eu o único alvo objetivado afinal. O tempo passou e percebia que já não nos sentíamos sós, alguma coisa mais forte que amizade havia feito mudanças em nós. Pensamentos e olhares diferentes já nos dominavam no amor após. Sentíamo-nos como uma árvore presa a outra em um  entrelaçamento feito por vigorosos e intermináveis cipós. Já não se tratava apenas de você e eu, éramos dois com um sentimento só. Mas a timidez natural da juventude não nos uniu e sim nos separou. Hoje. passado longo tempo, fico aqui divagando sobre o após e pensando, se o acaso novamente tramasse um novo encontro, se seríamos apenas amigos ou cortaríamos enfim esses cipós e deixaríamos o amor que em nossos corações sempre existiu, afinal tomar conta de nós.
Lanzoner Navegante de Outono



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